Desafio: você vai embarcar nessa revolução conosco?

Sim, você deve ter se perguntado: Que revolução é essa?

Pois bem, vamos explicar do início!!

Este ano de 2018 foi um grande ano para o projeto, com muitas mudanças e avanços. A começar tivemos despedidas e boas vindas!! Demos até logo ao nosso Ex Viveirista Fagner, e tivemos o prazer de iniciar os trabalhos com o Régis, um agroecólogo que foi voluntário em 2009 e veio nos ajudar na missão de reflorestar a Serra do Brigadeiro!

Ano também de profissionalizar e organizar os dados para melhor interpretá-los!

Juntamente com nosso voluntário Cliff, acrescentamos 2 campos de dados ,o de plantio ( data da entrega das mudas, berço das mudas, do plantio, espécies de mudas plantadas, adubos utilizados,etc) e monitoramento ( observando ataque de formigas, coroamento das mudas, mortalidade, etc) visando mais êxito!

Sabe qual o resultado deste ano?

Graças a vocês, conseguimos plantar quase 6.000 ÁRVORES de mais de 60 espécies e atender 30 PROPRIETÁRIOS distribuídos em 3 municípios no entorno da nossa Serra do Brigadeiro! Além de envolver mais de 35 ESTUDANTES e VOLUNTÁRIOS!

Seleção, visitas e Plantios!

As visitas com as novas metodologias foram fantásticas!

Fizemos aproximadamente 50 visitas, e selecionamos  30 proprietários de acordo com a urgência, interesse, e outros fatores!

Os proprietários  nos acompanharam durante a visita, onde escolhemos junto o melhor local para o plantio, vimos a localização da nascente, quantas são, ajudaram na coleta das análises, contaram suas histórias da falta de água , refletimos sobre a importância da água para a agricultura, animais, nós e o mundo, o projeto também requer uma mudança de cultura, levar consciente ambiental para os produtores. Nesta primeira visita, fazemos um diagnóstico da propriedade: número de pessoas na propriedade, tempo de moradia, o tamanho, quais culturas produzem, qual fonte de água, utilidade da água, quantas nascentes, quantas secaram, se estão cercadas, se possuem Mata Ciliar, se possuem barraguinhas, caixa seca, terraços ou outras estrutura para retenção de água, destinação do esgoto doméstico., entre outros.

Todas essas informações foram entendermos cada propriedade, e propor a melhor metodologia, pois cada uma tem suas peculiaridades.

Após selecionadas, cercadas e feita as análises de solo e aguá, passamos para a 2° etapa do projeto, onde se juntou a nós, Marcos, Vanderson e Gabriel, todos trabalhadores rurais da comunidade, que roçaram, fizeram os berços das mudas com o perfurador de solo e jogaram calcário.

Meados de Novembro foi a época das chuvas na  Floresta tropical, e ela foi o nosso gás nestes meses! Já com os berços prontos, era hora de entregar mudas, jogar cama de galinha e plantar!

A técnica do projeto de reflorestamento utilizada foi o plantio heterogêneo,

e Modelo Sucessional, que baseia-se na combinação de espécies de diferentes grupos ecológicos. Este modelo parte do princípio que espécies de crescimento rápido e intolerantes a sombra, como as pioneiras e algumas secundárias iniciais, devem fornecer sombreamento e condições ecológicas para espécies de sucessões finais, como as climax. Recriando condições mais próximas das florestas naturais do local.

Foram selecionadas 65 diferentes espécies de mudas nativas da Mata Atlântica, entre pioneiras, secundárias e clímax, além de espécies frutíferas diversas. Chegou a um total de mais de 3.000 mudas, todas produzidas no viveiro de mudas da Associação Amigos de Iracambi e outras 2.500 do Viveiro Rio Preto. A altura das mudas utilizadas no reflorestamento variou entre 40cm – 1m. O espaçamento utilizado foi aproximadamente 3×2.

Ahh, os plantios… esses  foram uma aventura (plantamos na chuva, lisa (ex coordenadora de voluntários) caiu em uma cisterna, muito barro, erramos os caminhos), muito conhecimento, risadas, histórias compartilhadas, cafézinho mineiro e“causos”!

Como uma forma de conscientização ambiental, envolvimento da comunidade e voluntariado envolvemos as Escolas Estaduais da região de Rosário da Limeira, Belisario e Ervália!

Fizemos uma aula prática rápida sobre qual o nosso bioma (acreditem que muitas não sabiam que estamos na Mata Atlântica), o que é nascente, importância da água, seca em 2014/2015, o que é área de recarga hídrica e sua importância e o porque reflorestar.

Nos surpreendemos, os jovens de R. da Limeira sempre iam aos plantios, encararam grandes morros para plantar,chuvas são grandes plantadores de água!

Estamos pensando em recompensa-los e subir o Pico da Graminha com 1.500 metros de altitude, Acampar em iracambi ou banho de cachoeira, mas não conte a eles! Vocês teriam alguma ideia ? Mandem -email com sugestões para nos: arielle@iracambi.com!!

Ficamos muito gratos e felizes, por além de estarmos ajudando famílias que ficaram sem água, ou então que querem reflorestar para preservar e evitar a falta d’água no futuro, estamos ainda conscientizando jovens a conhecer e amar a natureza! Temos certeza que qualquer que seja a profissão que irão escolher, serão profissionais conscientes ambientalmente! Além dessa interação de produtores e jovens ser um grande aprendizado para ambos lados. Temos ganhado em dobro! Por isso não esperávamos!

Relatos de depoimentos de produtores:

Seu Antonio, de Ervália quer reflorestar uma área bem grande e nos relatou o porque: “…antigamente, quando aqui era do meu pai, ele não se importava muito com a água, agora que a fazenda está nas minhas mãos, quero proteger nosso bem mais precioso: a água. Depois da crise que vivenciamos em 2014/2015 conseguimos ver tamanha a importância desse recursos natural! Sem ela não conseguimos ter agricultura familiar, animais, plantas todos nós morremos..”

Outro caso relatado foi da Dona Maria  da comunidade do Ancorado, de Rosário da Limeira:”…nos anos de 2014/2015 nossa nascente secou! Meus irmãos tinham que caminhar alguns quilômetros com carrinho de mão para conseguir água potável para beber , e para eu lavar meus croches para enviar para a feira,  muitos vizinhos fizeram poço artesiano, mas nós não queríamos, então,depois disso, cercamos a nascente, plantamos algumas árvores, a nascente voltou e nunca mais secou e desde então sempre cuidamos o máximo possível, pois vivenciamos a falta d’agua e vimos como é desafiador..”

A jovem Claudineia e seu marido contando sobre quando sua nascente secou em 2014 e tiveram que abrir um poço, e após isso resolvemos  nos procurar, cortar os eucaliptos do topo de morro e reflorestar a área!!

Compartilhar  e participar desses momentos de dificuldade, força, garra, êxito e alívio ao falarem que uma nascente voltou a aflorar não tem preço nenhum que pague essa realização!!  

“Se soubesse que o mundo se acaba amanhã, eu ainda hoje plantaria uma árvore.” Martin Luther King

Espécies de Mudas Utilizadas

Nome Popular Nome Científico
1 Abacate Persea americana
2 Açoita Cavalo Luehea divaricata
3 Aldrago Croton urucurana
4 Ameixa Prunus domestica
5 Angelim Coco Andira anthelmia (Vell.) Macbr.
6 Angico Branco Acacia polyphylla DC
7 Angico Vermelho- Anadenanthera macrocarpa
8 Araçá Roxo Psidium cattleianum Sabine
9 Araucária Araucaria angustifolia
10 Barbatimão Stryphnodendron adstringens (Mart.) Coville
11 Biriba Rollinia mucosa
12 Boleira Joanesia princeps
13 Camboatá Matayba discolor Radlk.
14 Canafistula Senna multijuga
15 Canjerana Miúda Guarea guidonia
16 Canjiquinha Rhamnus sphaerosperma
17 Capoeira Branca Solanum mauritianum
18 Carambola Averrhoa carambola
19 Caroba da flor verde Cybistax antisyphilitica (Mart.) Mart.
20 Castanha do Maranhão Pachira insignis (Sw.) Sw. ex Savigny
21 Chuva de Ouro Cassia ferruginea
22 Coco Jeriva Syagrus romanzoffiana
23 Embaúba Cecropia pachystachya Trécul
24 Fedegoso Senna macranthera (Collad.)
25 Fedegoso do Mato Senna silvestris (Vell.) H.S Irwin & Barneby
26 Garapa Apuleia leiocarpa
27 Goiaba Psidium guajava
28 Graviola Annona muricata
29 Guabiroba Campomanesia xanthocarpa
30 Guapuruvu Schizolobium parahyba
31 Imbiruçu Pseudobombax  simplicifolium
32 Inga 4 Quina Inga vera willd
33 Ingá Banana- Inga laurina (sw willd)
34 Ingá Cipó Inga edulis
35 Ipê preto Handroanthus arianea (A.H Gentry) S.O. Grose
36 Ipê Roxo Tabebuia avellanedae
37 Jabuticaba Plinia cauliflora
38 Jaca Artocarpus heterophyllus
39 Jacaré Piptadenia gonoacantha
40 Jambo Rosa Syzygium samarangense
41 Jussara Euterpe edulis
42 Laranja Citrus X sinensis
43 Lixia Litchi chinensis
44 Manga Espada- Mangifera indica L.
45 Manga Ouro Mangifera indica L.
46 Molungu Erythrina speciosa Andrews
47 Oiti Licania tomentosa
48 Olho de Cabra Ormosia arborea
49 Orelha de Macaco Enterolobium contortisiliquum
50 Papagaio Aegiphila sellowiana Cham.
51 Pata de vaca Bauhinia ungulata L.
52 Pata de vaca Bauhinia forficata Link
53 Pau Viola Cytharexyllum myrianthum
54 Pêssego Prunus persica
55 Pitanga Eugenia uniflora L.
56 Quaresmeira Tibouchina granulosa
57 Quebra Foice Mimosa lacticifera
58 Sapucaia Eschweilera nana
59 Sete Casca Samanea tubulosa
60 Sibipiruna Caesalpinia peltophoroides
61 Sobrasil Peltophon dubium
62 Sombreiro Clitoria fairchildiana
63 Urucum Bixa orellana L.
64 Uva do Japão Hovenia dulcis
65 Uvaia Eugenia pyriformis

Prêmio Latino América Verde

O projeto vem crescendo e sendo reconhecido! Recebemos o Prêmio Latino América Verde, que procura ser a vitrine que estimula a economia verde, onde exibi iniciativas regionais em 10 categorias alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Todos os anos selecionam os 500 melhores projetos socioambientais da América Latina.

O nosso projeto “Florestas para Água “ ficou em 30° lugar no ranking da categoria água!

Esse prêmio é mais que uma grande conquista, é a confirmação de que estamos no caminho certo ao trabalhar com a comunidade para a conservação e produção de água!

Financiamento Bovespa Socioambiental

Outra boa notícia  é que após o projeto ficar durante 1 ano na plataforma da BVSA conseguimos faturar um montante de R$30.000 que foram investidos este ano de 2018 e até o dia 28/03/2019.

Graças a esse financiamento, juntamente com a doação de cada um de VOCÊS, conseguimos mais tecnologias para complementar o projeto:

  • análise de solo feita em cada propriedade onde foi reflorestada para analisarmos os tipos de solo,suas características e agir nas suas deficiências.
  • Compra dos adubos agroecológicos, como: Calcário, Microorganismos Eficientes e Piso de galinha.  O resultado das análise de solo, juntamente com apoio da EMATER soubemos a quantidade e quais adubos orgânicos que cada terreno precisava.

Você sabe como está o solo na nossa região das Matas de Minas?

Pela primeira vez contemplamos o projeto com as análises de solo dos locais a serem reflorestados.

Após feitas as análises de solo pela Emater, constatamos que nossos solos estão empobrecidos, pouca permeabilidade e degradados.

Jogamos o calcário (para corrigir a acidez do solo) e cama de frango, um adubo orgânico rico em nutrientes, como nitrogênio, cálcio, fósforo e magnésio, entre outros elementos essenciais para o desenvolvimento das plantas. A matéria orgânica nele  é fundamental para melhorar a estrutura do solo, a capacidade de retenção de água e nutrientes e a proliferação de micro-organismos e minhocas.

Usamos torno de 500 gr de cama de frango por berço de mudas e calcário variou muito de acordo com cada análise.

Novas parcerias e Cursos

No mês de Maio pela 1° vez sediamos um curso em Parceria com o SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) sobre “Proteção e Recuperação de nascentes” foram 11 participantes.

Houve uma aula teoria sobre o que é nascentes, os tipos, formação do solo, assoreamento, erosão, bacia hídrica, entre outras, após isso fomos a campo e escolhemos uma nascente para começar os trabalhos.

A nascente se encontrava em uma área degradada, pasto, sem cerca e assoreada. Sua vazão inicial foi de 925L por dia, com o desassoreamento a vazão chegou a 2.500L diários. Iniciamos então com a filtração e vedação da nascente para evitar contaminação de animais, com isso foram colocadas pedras de marruá, cano para esgoto, 03 de captação e 03 ladrão e cobriu com cimento misturado com terra de formigueiro.

Foram dias de muito aprendizado, onde pudemos aconselhar e ajudar muitos produtores do projeto a fazer o mesmo em sua nascente (quando o mesmo usa a água para beber), ela deve ser vedada para evitar contaminações.

Também  organizamos um curso de “Plantadores de água” nus nossos vizinhos e amigos, na Vila Franciscana, em Belisário, distrito de Muriaé.

Foram 20-22 participantes entre produtores, estudantes de várias localidades e proprietários. A ideia da Rede “ Nós de Água” é mostrar a importância da água para o planeta, fauna, flora, nós, expor os principais desafios em relação água, as soluções, as técnicas de plantio de água, que são estruturas fixas de armazenagem de água ( caixa seca, caixa cheia, curva de nível), desde a adubação verde e tecnologias de saneamento rural (tanque de evapotranspiração, fossa séptica biodigestora, banheiro seco), como o próprio plantio de arvores nativas (reflorestamento).

Foi feito um a identificação da bacia e sub-bacia que nos encontravamos e o diagnostico de toda a vila, onde estão os topos de morro, as nascentes, se havia saneamento rural, e foi analisado as urgências e feito 2 frente de trabalho: 1° uma curva de nível em um pasto degradado com plantio de leguminosas e outra o início da construção de um banheiro seco!

Refletimos que não adianta termos água, se a mesma não tem qualidade, como não adianta pensarmos na qualidade e esquecer das florestas que é o que “produzir” água!

Uma das grandes parcerias locais também,  que fizemos este ano, foi com a DEMSUR (Departamento de Saneamento Básico de Muriaé), onde fizemos análise das nascentes antes e faremos depois dos plantios para vermos o impacto que o reflorestamento causa na qualidade da água.Foram analisados os seguintes parâmetros:

  • Coliformes totais
  • Coliformes Fecais
  • Cor
  • Turbidez
  • pH
  • Aspecto

Coliformes totais e fecais (relacionado ao esgoto doméstico, gado) é para verificar a potabilidade da água. Turbidez é medição da resistência da água à passagem da luz e a cor, indica a presença de substância dissolvidas na água.

A cor e turbidez podem estar interrelacionados, os processos erosivos superficiais podem alterar este dois parâmetros.

Sendo assim, são muito úteis uma vez que pode associar o uso e cobertura do solo, erosão e identificar danos nos cursos d’água.

Além de doarem um total de 700 mourões para os proprietários que ainda não haviam cercado sua nascente, ou iriam reformar.

O grande X da questão: E as nossas águas, estão potáveis?

Após os resultados das  análises de água constatamos que as nossas nascentes estão quase todas contaminadas, e impotável.

Fizemos 1 amostra em cada nascente, totalizando 30 amostras.

Padrão de exigências da Portaria de Consolidação n° 5 de 28/09/2017 para água de consumo humano e padrão de potabilidade:

Aspecto Turbidez Cor Ph Coliforme Total Coliforme Fecal
Límpido 5,0 uT 15 uH 6,0 a 9,5 Ausência Ausência

Resultados

Aspecto Turbidez Cor PH Coliforme Total Coliforme Fecal
1 Amarelado e Turvo 12,7 uT 78 uH 5,58 Presença Ausência
2 Amarelado e Turvo 31,4 uT 303 uH 6,26 Presença Presença
3 Límpido 2,60 uT 13 uH 5,43 Presença Presença
4 Amarelado e Turvo 106 uT 432 uH 5,89 Presença Presença
5 Límpido (Cisterna) 0,87 uT 12 uH 5,93 Presença Presença
6 Amarelado e Turvo 6,01 uT 59 uH 5,41 Presença Presença
7 Amarelado 4,80 uT 73 uH 6,42 Presença Presença
8 Amarelado e Turvo 27,5 uT 156 uH 5,92 Presença Presença
9 Amarelado 4,53 uT 27,5 uH 5,92 Presença Presença
10 Amarelado e Turvo 43 uT 224 uH 5,74 Presença Presença
11 Amarelado e Turvo 24,2 uT 203 6,83 Presença Presença
12 Límpido 0,46 uT 7 uH 6,46 Presença Ausência
13 Límpido (poço) 0,97 uT 0 uH 4,84 Ausência Ausência
14 Amarelado e Turvo 29,8 uT 190 uH 6,25 Presença Presença
15 Amarelado 1,64 uT 36 uH 4,50 Presença Presença
16 Amarelado (poço) 2,05 uT 23 uH 6,10 Ausência Ausência
17 Límpido 0,75 uT 8 uH 5,02 Presença Presença
18 Amarelado 3,73 uT 34 uH 5,16 Presença Ausência
19 Límpido 0,33 uT 0 uH 5,47 Ausência Ausência
20 Amarelado 0,49 uT 28 uH 6,44 Presença Presença
21 Amarelado 3,70 uT 37 uH 6,27 Presença Presença
22 Límpido 0,78 uT 4 uH 5,99 Presença Presença
23 Amarelado 1,21 uT 25 uH 6,86 Presença Presença
24 Amarelado e Turvo 89,4 uT 654 uH 6,22 Presença Presença
25 Amarelado e Turvo 13 uT 191 uH 6,09 Presença Presença
26 Amarelado 1,42 uT 17 uH 5,78 Ausência Ausência
27 Amarelado e Turvo 7,84 uT 35 uH 5,95 Presença Presença
28 Amarelado 4,26 uT 19 uH 5,32 Presença Presença
29 Amarelado e Turvo 13,4 uT 101 uH 6,15 Presença Presença
30 Límpida 0,58 0 6,00 Ausência Ausência

Com essa planilha, podemos observar que apenas 8 nascentes tem aspecto Límpido, 18 com turbidez equilibrada, 8 tem a coloração no padrão,13 com PH balanceado, o restante ácido demais, 8 sem contaminação fecal e apenas 5 não estão contaminadas com nenhum coliforme, porém com o PH baixo e cor alta, mas podem ser consumidas.

Infelizmente, dessas 5 análises de água, 2 são poços artesianos ( onde alguns proprietários furaram na época da seca, que também coletamos para ver o que estavam bebendo por questão de saúde).

Apenas UMA NASCENTE está em conformidade com todos parâmetros de consumo humano e padrão de potabilidade, essa foi encontrada na comunidade Babilônia.

O que fazer? Qual a solução?

Chegamos a conclusão que além de plantarmos árvores e produzirmos água, também devemos trabalhar na sua qualidade, como por exemplo a questão de esgoto, pouquíssimas famílias possuem destinação adequado do esgoto, como fossas sépticas.Por isso, apenas 10% das nascentes não possuem nenhuma contaminação.

Após o parâmetro de contaminação, o mais agravante é a coloração e aspecto. O que nos leva a conclusão que devido ao desmatamento agravante na região, a água da chuva está escoando muito rápido, causando erosões,assoreamento das nascentes e levando sedimentos aos rios.

Com as análises dos dados, somente fortalece a nossa causa de plantar árvores, e uma novidade saída do forno: este ano de 2019 será plantio em MATA CILIAR, nas margens do rio, que funcionam como os cílios dos olhos, evitando enchentes, assoreamento, erosões, tem a capacidade de reter nutrientes e contaminantes, o que reduz a poluição dos recursos hídricos, além de criar um habitat, formando um corretor florestal, facilitando o deslocamento e propagação de animais silvestres e a flora.

A ideia será fazer na micro-bacia do Córrego Limeira (o rio que fornece água para a cidade de Rosário da Limeira), e o Fumaça em Belisário, ambos pertencem a sub-bacia do Rio Muriaé, no qual é um afluente da bacia do Rio Paraíba do Sul.

Então, este é o DESAFIO: vocês topam embarcar nessa revolução de transformarmos a cultura da região e mostrarmos a importância das águas para os proprietários e plantarmos nas margens dos Rios para evitarmos grandes desastres? Como enchentes, assoreamento de nascentes e rios, mudanças climáticas, efeito estufa, secas prolongadas, erosão dos solos, poluição e contaminação dos recursos hídrico? Nos deêm sua opnião!

“ Quem não tem uma causa pela qual morrer, não tem motivo para viver.”
Martin Luther King

Martin Luther King

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